quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Não seria o mesmo entre os encarnados?
terça-feira, 31 de julho de 2007
As duas lágrimas...
Pois bem! a esperança que havia concebido à sua entrada no mundo terrestre não se realizara, e sua natureza abrupta tendo retomado o superior, cada um de seus dias foi marcado pelo mais negro crime. Durante muito tempo, todos os Espíritos guardiães dos homens haviam tentado afastá-lo da senda que seguia, mas, cedendo de cansaço, tinham abandonado esse infeliz a si mesmo, quase temendo seu contato.
Todavia, cada coisa tem um fim; cedo ou tarde o crime se descobre, e a justiça repressiva dos homens impõe ao culpado a pena de talião. Esta vez não foi cabeça por cabeça: foi cabeça por cento; e ontem esse Espírito, depois de permanecer meio século sobre a Terra, ia retornar ao espaço, para ser julgado pelo Juiz supremo, que pesa as faltas muito mais inexoravelmente que vós mesmos não poderíeis fazê-lo. Em vão os Espíritos guardiães se ocuparam com a condenação e tinham tentado introduzir o arrependimento nessa alma rebelde; em vão levaram junto dele os Espíritos de toda a sua família: cada um quisera poder arrancar-lhe um suspiro de remorso, ou somente um sinal; o momento fatal se aproximava, e nada enfraquecia essa natureza bronzeada e, por assim dizer, bestial; no entanto, um único arrependimento, antes de deixar a vida, teria podido abrandar os sofrimentos desse infeliz, condenado pelos homens a perder a vida, e por Deus aos remorsos incessantes, torturas terríveis, semelhantes ao abutre roendo o coração que renasce sem cessar.
Enquanto os Espíritos trabalhavam sem descanso para fazer nascer nele pelo menos um pensamento de arrependimento, um outro Espírito, Espírito encantador, dotado de uma sensibilidade e de uma ternura sublimes, voava ao redor de uma cabeça muito cara, cabeça vivente ainda, e lhe dizia: "Pensa nesse infeliz que vai morrer; fala-me dele." Quando a caridade é simpática, quando dois Espíritos se entendem e não fazem dela senão um, o pensamento é como elétrico. Logo o Espírito encarnado diz ao mensageiro do amor: "Meu filho, trata de inspirar um pouco de remorsos a este miserável que vai morrer; vai, consola-o!" E nele pensando compreende-se tudo que o infortunado criminoso iria ter de sofrimentos a suportar para a sua expiação, uma lágrima furtiva escapou daquele que, só, nessa hora matinal, despertara pensando nesse ser impuro que, num instante, deveria prestar suas contas. O doce mensageiro recolheu essa lágrima benfazeja na concha de sua pequena mão; e, num vôo rápido, levou-a para o tabernáculo que encerra semelhantes relíquias, e fez assim a sua prece: "Senhor, um ímpio vai morrer; vós o condenastes, mas dissestes: "Perdôo ao remorso, concedo indulgência ao arrependimento". Eis uma lágrima de verdadeira caridade, que traspassou do coração aos olhos do ser que eu mais amo no mundo. Eu vos trago esta lágrima: é o resgate do sofrimento; dai-me o poder de abrandar o coração de rocha do Espírito que vai expiar seus crimes. - Vai, responde-lhe o Mestre; vai, meu filho; essa lágrima bendita pode pagar muitos resgates."
A doce filha tornou a partir: chega junto ao criminoso no momento do suplício; o que ela lhe diz só Deus o sabe; o que se passou neste ser desviado, ninguém não o compreendeu, mas, abrindo os seus olhos à luz, viu se desenrolar diante dele todo um passado terrível. Ele, que o instrumento fatal não havia abalado; ele, que a condenação à morte fê-lo sorrir, levantou os olhos e uma grossa lágrima, ardente como chumbo fundido, tombou de seus olhos. A essa prova muda, que lhe testemunhava que sua prece havia sido atendida, o anjo da caridade estendeu sobre o infeliz as suas brancas asas, recolheu essa lágrima e parecia dizer: "Infortunado! sofrerás menos: levo a tua redenção."
Que contraste pode inspirar a caridade do Criador! O ser mais impuro sobre os últimos degraus da escala, e o anjo mais casto que, prestes a entrar no mundo dos eleitos, vem, a um sinal, estender a sua proteção visível sobre esse pária da sociedade! Deus bendiz, do alto de seu poderoso tribunal, esta cena tocante, e nós todos, dizemos cercando essa criança: 'Vai receber a tua recompensa."
A doce mensageira remontou aos céus, sua lágrima de lava na mão, e pôde dizer: "Mestre, ele chorou, eis a prova! - Está bem, responde o Senhor; conservai essa primeira gota de orvalho do coração endurecido; que essa lágrima fecunda vá regar esse Espírito ressecado pelo mal; mas guardai, sobretudo, a primeira lágrima que esta criança me trouxe; que essa gota d'água se torne diamante puro, porque é bem a pérola sem mácula da verdadeira caridade. Relatai este exemplo aos povos e dizei-lhes: "Solidários uns com os outros, vede, eis "uma lágrima de amor e de humanidade, e uma lágrima de remorsos obtida pela prece, e essas duas lágrimas serão as pedras mais preciosas do vasto escrínio da caridade."
Cáritas.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Ora, se eu não consigo fazer algo, isso não existe!...????
Um homem viu, um dia, alguém fazendo uma experiência de eletricidade, e tentou reproduzi-la, mas, não tendo os conhecimentos requeridos, nem os instrumentos necessários, fracassou; então, sem ir mais longe, e sem procurar se a causa de seu insucesso não podia vir dele mesmo,
declarou que a eletricidade não existia, e que iria escrever para o demonstrar.
Que pensaríeis da lógica daquele que assim raciocinasse? Não parece um cego que, não podendo ver, se poria a escrever contra a luz e a faculdade da visão? É, portanto, o raciocínio que entendemos fazer a propósito dos Espíritos por um homem que passa por espirituoso; do espírito seja, do julgamento é uma outra coisa. Ele procura escrever como médium, e do fato de que não pode a isto chegar, conclui que a mediunidade não existe; ora, segundo ele, se a mediunidade é uma faculdade ilusória, os Espíritos não podem existir senão nos cérebros doentes.
Que sagacidade!
terça-feira, 17 de julho de 2007
Somos civilizados...?
Sr. Don Fernando Guerrero escreve a Kardec sobre suas visitas a povos "selvagens" dos Andes.
“Disse-vos que tenho comigo O Livro dos Espíritos. Um dia, tomei o capricho de traduzir-lhes (aos índios selvagens) algumas passagens, e fiquei fortemente surpreendido em ver que o compreendiam melhor doque houvera pensado, em conseqüência de certas anotações, muito judiciosas, que faziam.
Eis um exemplo: A idéia de reviver na Terra lhes parecia muito natural, e um deles me disse um dia:
- Quando morrermos, poderemos nascer entre os Brancos?
Seguramente, respondi que é possível.
- Então, talvez sejas um de nossos parentes?
- Sem dúvida.
- É por isso que és bom para nós e que nós te amamos?
- É ainda possível.
- Então, quando encontrarmos um Branco, não é preciso fazer-lhe mal porque talvez seja um de nossos irmãos.
(...)”
terça-feira, 10 de julho de 2007
Receita para fazer milagres
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XIX, item 12)
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Ninguém é profeta em sua terra....será?
segunda-feira, 2 de julho de 2007
O dia a dia do óbulo da viúva
E viu também uma pobrezinha viúva, que lançava duas pequenas moedas.
O ensinamento do óbulo da viúva traz em si a união dos conceitos de cumprimento de tarefa e o de aquisição dos bons sentimentos ensinados por Jesus, colocando, como sempre, o poder de realizar ações corretas, amorosas e edificantes ao nosso alcance.
Na finalização desta passagem, Jesus deixa claro que há mais valor em dar daquilo que nos é necessário do que ofertar aos outros apenas o nosso supérfluo. É uma passagem que, caso entendida de modo incompleto, poderia desvalorizar as atitudes que a bondade em construção nos nossos corações aliada à nossa consciência determina que façamos.
A visão é maior do que geralmente se pensa pois quando o mestre estabeleceu essa comparação, foi para, entre outros pontos, determinar o valor exato do que é da nossa tarefa e do que é do uso belo de nosso livre arbítrio, estabelecendo, ainda, de modo indireto, a realidade de reencarnação.
Todas as situações que regem nossa vida foram previstas no nosso programa de reencarnação. Diz-se de "situações", como riqueza, pobreza e status social, entre outras, visto que as particularidades ocorrentes nesses meios obedecem às nossas escolhas diárias.
Observando o capítulo XVI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, que aborda a utilidade da riqueza material, podemos entender que se qualquer situação de abundância está ao nosso alcance, é para que façamos com isso o progresso e o bem estar dos que estão a nossa volta. Assim, ao distribuirmos com bom senso e justiça, direta ou indiretamente, aquilo que temos a mais, estaremos dando conta da tarefa que nos cabe, o que traz em si o glorioso valor de uma missão sendo bem cumprida e todas as alegrias e bons dividendos que a justiça de Deus nos proporcionará nesse sentido.
Por outro lado, quando temos o apenas necessário em algum sentido e permitimos ser tão tocados no íntimo pela necessidade do outro de forma a querermos supri-la antes mesmo da nossa, estaremos dando espaço para que os sentimentos de abnegação, de fraternidade e de amor ao próximo floresçam, enfim, em nosso interior.
Essas situações aceleram tanto o nosso processo evolutivo quando o do meio onde estamos simplesmente porque perfazem a metade dos objetivos da encarnação humana.
Trata-se, resumidamente, da redução de nosso sofrimentos por dois motivos principais: primeiro, que, com essa visão, é certo que façamos menos escolhas incorretas, o que nos trará, por lógica, menos pontos a expiar em futuras encarnações. E segundo que, de acordo com Emmanuel, se estrivermos exercitando o bem quando a Justiça de Deus passar para cobrar nossas dívidas, ela acabará por descartá-las.
Por isso, o Mestre disse que ações assim tinham mais valor: é que, por elas, é mais rápida e menos dolorosa nossa caminhada rumo à perfeição e, por conseqüência, à felicidade superior. Assim, tanto há certeza de acerto no dar da abundância quanto no dar do que é necessário; o que difere as duas situações é o tipo de excelentes dividendos que colheremos durante e após essa existência. No entanto, cabe a nós utilizarmos o bom senso, o amor e a razão para cada uma das situações que chegarem, tendo em vista a nossa real posição, procurando ver as reais conseqüências de nossos atos e tendo como estímulo o sublime pensamento trazido por Chico Xaivier, que diz:
"Embora ninguém possa voltar no tempo para fazer um novo começo,
terça-feira, 26 de junho de 2007
Acalma-te
(Mateus, 19:26)