Um homem viu, um dia, alguém fazendo uma experiência de eletricidade, e tentou reproduzi-la, mas, não tendo os conhecimentos requeridos, nem os instrumentos necessários, fracassou; então, sem ir mais longe, e sem procurar se a causa de seu insucesso não podia vir dele mesmo,
declarou que a eletricidade não existia, e que iria escrever para o demonstrar.
Que pensaríeis da lógica daquele que assim raciocinasse? Não parece um cego que, não podendo ver, se poria a escrever contra a luz e a faculdade da visão? É, portanto, o raciocínio que entendemos fazer a propósito dos Espíritos por um homem que passa por espirituoso; do espírito seja, do julgamento é uma outra coisa. Ele procura escrever como médium, e do fato de que não pode a isto chegar, conclui que a mediunidade não existe; ora, segundo ele, se a mediunidade é uma faculdade ilusória, os Espíritos não podem existir senão nos cérebros doentes.
Que sagacidade!
Allan Kardec
(Revista Espírita 1859)
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